
Não nego que tenho um feitiozinho complicado e que a minha maneira de agir nem sempre é a mais correta. Não nego que me afastei de muita gente por querer, mas não TODA a gente. Não nego que repito infinitas vezes as minhas queixas mesmo que já me tenham ouvido, apetece-me sempre dizer mais uma e outra vez que aquilo me está a irritar, a doer, a fazer comichão, impressão ou blá blá blá. Não nego que tenho ciúmes quando aparece alguém novo na vida duma pessoa próxima, penso sempre que pode roubar o meu lugar no seu coração. Não nego que dou o nome da ex-namorada do Eric às vacas (animais) que vejo na rua. Não nego que sou uma estúpida que vive a sentir demasiado, que muitas vezes só pensa depois de estar feita a asneira. Não nego que me sinto extremamente sozinha e abandonada no que diz respeito às amizades, mesmo que algumas pessoas me convidem para sair e eu recuse, talvez só não me encaixe mais. Não nego que tenho infinitos defeitos, medos, receios. MAS, isso não me torna um monstro, a pior pessoa à face da terra. Isso não me impede de me esforçar, não me impede de ir atrás daquilo que quero nem de tentar melhorar. Sei que grito, choro e preocupo-me desnecessariamente. O que fazer? Sou assim, passo a passo tenho construído um ser do qual me orgulho. Nem sempre sou fácil de lidar mas não sou apenas um ser humano com características menos boas, tenho infinitos sonhos dentro de mim, infinitos desejos e sorrisos por distribuir. O meu coração é aberto, assim como a minha mente e os meus braços, sempre dispostos a darem colo a alguém que precise. Sei que grande parte do meu feitio complicado herdei do meu pai...