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sábado, 11 de outubro de 2014

traumas


       Hoje fui ao dentista, para quem não sabe, eu tenho uma espécie de trauma desde criança! Quando era pequena passei por uma má experiência, em que me deram muitas anestesias seguidas, uma atrás da outra e eu já não aguentava tanta dor e tentei fugir. Disseram-me: "Hanna, se tu fizeres força para fugir vou ter de pedir aos meus colegas para te agarrarem." E eu tive de parar de fazer força e aguentar aquela dor, desde aí que tenho sempre receio de ir ao dentista. Hoje fui e senti um pouco de medo só de ouvir o barulho daquelas brocas a enfiarem-se pela minha boca adentro! Só queria que aquilo acabasse o mais rápido possível. Enfim... segunda-feira lá estarei eu outra vez para aquele terror!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

entro em pânico


         Há um menino de uma das salas em que eu estou a trabalhar que tem um problema grave, pelo menos é o que dizem... eu fico muito aflita por causa desse problema que ele tem, então, desde os 4 meses que ele tem uma espécie de ataque, quando começa a chorar muito ou a querer fazer birra fica sem ar, mas fica mesmo! Eu já assisti a três, sendo que só em dois é que vi bem porque era eu que estava com ele. Ele fica sem conseguir respirar e é preciso bater-lhe nas costas ou na cara, também há quem o abane. Agora ele tem 2 anos, hoje teve um desses ataques e pela segunda vez eu vi-o a ficar roxo, o meu coração acelera e começo a tremer por todos os lados super aflita, em pânico, é uma vida nas mãos.

         No entanto, há uma senhora que eu conheço que diz que uma amiga dela tem uma filha que quando era pequena fazia o mesmo só para conseguir o que quer, como se conseguisse controlar aquilo. Eu sinceramente não sei o que pensar, só sei que fico nervosa, até porque é uma situação nova, nunca tinha conhecido ninguém que tivesse disto. O que vocês acham? Conhecem alguém que tenha a mesma coisa?

quarta-feira, 2 de abril de 2014

pés feridos e palavras sufocadas

                Um simples “preciso de ti” não serve de nada, não muda nada. A dor corrói o coração, aquele tremelicar da perna persiste, isto por causa do medo. Medo de perder ou medo de perceber que nunca foi nosso. Não como deveria ter sido. Na vida existem tantos caminhos cruzados que se descruzam e eu não quero que este seja mais um, estou cansada de caminhar em estradas que me magoam os pés, caminhos em que tropeço nas pedras. Caio, esfolo os joelhos e as mãos, aquelas mãos que antes acariciavam o teu rosto e tocavam a tua pele com todo o cuidado ou brutalidade de embirração.

                Uma grande quantidade de palavras que me sufoca a garganta, que me prende a língua e me torna muda. Os lábios mexem mas não transmitem nada para além de caretas insignificantes. Inspiro indiferença e expiro incerteza. Tudo se infiltra, não para sempre. Acostumamo-nos ao amor, assim como nos acostumamos a viver com uma constante dor no nosso interior. Torna-se numa rotina, numa agonia que não nos larga. Quero gritar para que me oiças, mas para mim os teus ouvidos são surdos.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

perdes as certezas


Sabes quando simplesmente gostas tanto de alguém ao ponto de querê-la só para ti? Quando o teu corpo treme por todos os lados só por teres medo de perdê-la ou de saberes que "pertence" a alguém? Mesmo que não a possas ter, mesmo que não existisse esse "alguém", não podes. E dói.

Sentes os teus olhos cheios de lágrimas e tens ciúmes por coisas insignificantes mas que para ti são coisas terríveis, horríveis. Chegas a sentir ódio mas não sabes bem de quem ou do quê. Irritas-te, queres irritar quem te irrita.

                O pior de tudo, é não conseguires acreditar mais nas palavras que antes acreditavas. E tão bonitas que eram essas palavras. Tens receio de acreditar porque do dia para a noite tudo pode mudar, afinal, não seria a primeira vez. Não seria a primeira vez que o chão escorregava por entre os teus pés e as paredes caíam sobre ti. É então que pensas: cada um tem o que merece. Quantas vezes já errámos? Quantas vezes já escolhemos um caminho que a meio percebemos que não era aquele que queríamos. Ou talvez fosse. Perdes as certezas, assim como perdeste o juízo algures por aí.

                Queres gritar bem alto aos ouvidos daqueles que provocam toda esta dor no teu coração, mas sabes que não podes. Algo te impede, algo ou alguém.

                Sentes-te frustrada de uma forma que nunca sentiste. Queres descarregar, fechas as mãos e apertas com tanta força. Queres magoar ou magoar-te. Precisas de descarregar, precisas tanto que o teu corpo quase descarrega essa força contra si próprio.

sábado, 20 de julho de 2013

esquece o medo


                Arrisca. Já chega de ter medo do que os outros vão pensar, eles não sabem tudo sobre ti. Esquece-os, só falam do que não sabem. Põe o medo numa gaveta e fecha-a com o teu cadeado mais resistente, perde a chave.


                Se te faz feliz e não estás a magoar ninguém, não há nada de errado.