domingo, 23 de fevereiro de 2014

"se eu te perder, perco-me também"


                Nunca pensei que fosse verdade quando as pessoas diziam “se eu te perder, perco-me também”. E agora dou por mim aqui a pensar no passado, quando perdi uma pessoa que julgo ter sido o meu primeiro amor. Essa história de me perder a mim própria só por perder alguém que amava parecia-me treta, mas esse “só” não é apenas um “só”. É mais que isso, realmente é possível sentirmo-nos perdidos, sem saber quem somos. Ainda hoje, já quase passado um ano de termos terminado eu lembro-me dele e vejo o quanto mudei. Às vezes parece que ainda me sinto perdida, mas pelo menos já não estou naquela confusão de não saber como agir com as pessoas.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

perdes as certezas


Sabes quando simplesmente gostas tanto de alguém ao ponto de querê-la só para ti? Quando o teu corpo treme por todos os lados só por teres medo de perdê-la ou de saberes que "pertence" a alguém? Mesmo que não a possas ter, mesmo que não existisse esse "alguém", não podes. E dói.

Sentes os teus olhos cheios de lágrimas e tens ciúmes por coisas insignificantes mas que para ti são coisas terríveis, horríveis. Chegas a sentir ódio mas não sabes bem de quem ou do quê. Irritas-te, queres irritar quem te irrita.

                O pior de tudo, é não conseguires acreditar mais nas palavras que antes acreditavas. E tão bonitas que eram essas palavras. Tens receio de acreditar porque do dia para a noite tudo pode mudar, afinal, não seria a primeira vez. Não seria a primeira vez que o chão escorregava por entre os teus pés e as paredes caíam sobre ti. É então que pensas: cada um tem o que merece. Quantas vezes já errámos? Quantas vezes já escolhemos um caminho que a meio percebemos que não era aquele que queríamos. Ou talvez fosse. Perdes as certezas, assim como perdeste o juízo algures por aí.

                Queres gritar bem alto aos ouvidos daqueles que provocam toda esta dor no teu coração, mas sabes que não podes. Algo te impede, algo ou alguém.

                Sentes-te frustrada de uma forma que nunca sentiste. Queres descarregar, fechas as mãos e apertas com tanta força. Queres magoar ou magoar-te. Precisas de descarregar, precisas tanto que o teu corpo quase descarrega essa força contra si próprio.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

"A Lua de Joana" de Maria Teresa Gonzalez


      Este livro é sobre uma rapariga, a Joana, que perdeu a sua melhor amiga (Marta) por causa das drogas. É uma espécie de diário (apesar de não o ser), visto que são cartas que a Joana escreve para a Marta, a contar o seu dia a dia.

      O pai de Joana vive para o seu emprego, a mãe também não se preocupava muito. Aliás, preocupava-se mais com o outro filho e resolvia os problemas ao pô-lo num psicólogo (apesar de não ajudar em nada). A avó era o seu único apoio. Joana acaba também por seguir outros caminhos, acaba por se perder. Para saberem o que acontece vão ter de ler!