terça-feira, 28 de janeiro de 2014

falar pra quê?


                E a sua pele sensível estava inundada de lágrimas, essa era a única razão que fazia com que os seus olhos brilhassem. Aquele brilho natural perdeu-se há imenso tempo. Pelo menos as suas pernas não fraquejam tanto quanto antes, só que os pés estão doridos e o coração apertado, ansioso para explodir, para sentir com intensidade.

                As palavras já não se querem formar com a facilidade com que se formavam antigamente. A borracha apaga qualquer tentativa de desabafo, e são poucos os ouvidos que querem realmente ouvir o que a nossa boca está ansiosa para deitar cá para fora. É então que os nossos pensamentos bloqueiam, ficam presos dentro de nós e por muito que queiramos soltá-los, é como se sentíssemos que não é esse o destino para eles, afinal, quem se importa? Porque é isso que realmente interessa. Não é a partilha para a coscuvilhice, é a partilha para ser compreendido, apoiado…

(desculpem ainda não ter respondido aos comentários)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

perda


                Não, ele não melhorou. Esta semana tudo desmoronou e o céu ganhou mais uma estrela. Não havia mais nada que se pudesse fazer…

                Em 2013 consegui ter algo que valeu a pena, houve uma aproximação com o meu pai e parece que isso estava tudo destinado. Conseguimos partilhar bons momentos no verão, só que infelizmente não voltará a acontecer. A dor da perda é enorme, lembrarmo-nos das memórias dói e o coração aperta. A saudade será eterna.

domingo, 12 de janeiro de 2014

somos mais fortes


                O telemóvel vibrou, pensei que fosses tu mas a tua mensagem não chegou. Ela vai levar-te de mim, ela ou a vida, a tua promessa não vai ser cumprida. A rapariga odeia-me sem me conhecer, tudo isto porque eu tenho o que ela não pode ter. Teve e perdeu, agora quer-me tirar o que a vida me deu. Ela pode chorar rios, criar uma tempestade, mas isso não vai destruir a nossa cumplicidade.
(a nossa amizade vai durar, venha quem vier) 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Verdade ou Consequência


Vale a pena ouvir!

mais uma vez, mudanças


          Penso que estou a precisar de mudar o blog novamente, sinto necessidade. Desta vez vou mudar o nome dele e o design. Preciso de deixá-lo de uma forma mais ligada a mim. O url não vou mudar, nem o e-mail. Portanto, o blog continuará a ter um pouco da "Flor de Lótus".

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

impulsos


                A minha cabeça enche-se de pensamentos que me bloqueiam, o corpo age por impulso e os meus lábios beijam os teus. Sinto a sua textura macia, levemente, carinhosamente. Quando demos por nós já tínhamos fechado os olhos e sentido o sabor daquele desejo. E, ao olharmos um para o outro, não havia grande coisa para ser dita. Foi tudo dito a partir do toque de línguas, os sentimentos foram partilhados naquele instante e as palavras foram trocadas por entre um longo beijo.

sábado, 4 de janeiro de 2014

triste realidade


                Ouves uma voz trémula, as lágrimas ofuscam-lhe os olhos e estremecem-lhe a voz. A tua própria visão começa a ficar desfocada, queres ajudar e não consegues. Queres ter as palavras certas para lhe dizer e não as tens. Ouves o que ela diz ao telefone, menina feia que tu és, não se deve escutar as conversas dos outros. Mas não evitas, não queres evitar. Queres saber o que ela sente, queres poder secar-lhe as lágrimas. A chamada termina, vais abraça-la e dar-lhe um beijo na testa. Dizes-lhe para ter calma mas de que vale? Não é o que ela precisa ouvir, talvez nem precise de ouvir nada.

                Enches os teus ouvidos de boa música, queres estourar os tímpanos e gritar o mais alto que puderes. O mundo cai-te em cima, as pessoas não compreendem o porquê de seres a sensivelzinha lá da turma. Só não percebem porque não sentem, porque nem sempre as lágrimas te escorreram facilmente pelo rosto. Queres seca-las, tranca-las dentro de ti, não queres que elas caiam em frente daqueles incompreensíveis, mas não consegues. Elas escorrem, os teus olhos incham e os teus lábios ficam húmidos. Passas a mão rapidamente pela cara com intenções de fazer toda aquela humidade desaparecer, mas tentativas falhadas.

                Pedes desejos de ano novo, como se as estrelas te pudessem ajudar. Não tens muita esperança porque nunca foste uma sortuda. Pedes com o teu coração e desejas que se realizem. Tens medo do futuro e chegas a odiar-te a ti própria. Sentes-te incapaz, não vês a motivação do teu lado. As tuas pernas fraquejam e o teu corpo dói. A tua cabeça explode e não tens paciência suficiente para ninguém. Queres a atenção que não dás, queres os mimos que já deste a alguém que não te retribuiu. Queres uma amizade que dure mas o medo de perdê-la estará sempre presente.

                No final do dia fechas os olhos e, quando os abres, querias que tudo aquilo não passasse de um pesadelo que durou a noite inteira, mas não, é tudo bem real.